Para contornar os problemas do velho modo entrelaçado, foi desenvolvido o método de escaneamento não-entrelaçado (non–interlaced) ou progressivo (progressive scan) que evita os defeitos descritos acima, desde que a fonte seja realmente de um sinal progressivo. Nesse processo, diferentemente do entrelaçado, as linhas ímpares e pares são combinadas e reproduzidas ao mesmo tempo, formando um quadro completo.
O tempo que esse processo leva para montar uma linha é o mesmo do modo entrelaçado. A diferença é que, enquanto o modo tradicional gasta 1/60 segundo montando somente linhas pares e depois mais 1/60 segundo montando só ímpares, o progressive monta todas as linhas uma após a outra, ou seja, constrói metade de um quadro em 1/60 segundo.
Nos dois sistemas, o quadro completo é formado em 1/30 segundo. Além do tempo padrão de trinta quadros por segundo, existem câmeras que captam no modo progressive em 24 quadros por segundo e também em sessenta quadros por segundo (HDTV). Cada quadro exibe todas as linhas numa única passada, de cima para baixo, resultando em imagens sem cintilações e com linhas muito menos visíveis, o que torna o sistema ideal para as novas tecnologias de monitores que já estão preparados para receber vídeo progressivo, como monitores de plasma, os de cristal líquido, as televisões de alta definição.
Hoje, porém, as imagens gravadas no sistema progressive scan ainda são raras. Quase todos os discos DVD são do tipo entrelaçado, porque a maioria dos televisores só aceita esse modo. Por isso, foram desenvolvidos alguns métodos de criação de imagens progressivas a partir de uma fonte entrelaçada, chamado de-interlacing, “dobrador de linhas”, ou “scan conversion“, entre outros. Esse procedimento é altamente complexo e, se não for bem feito, pode ter péssimo resultado. Além disso, o de-interlacing não aumenta a resolução vertical da imagem, apenas corrige os vários problemas apresentados na exibição..




